James Muller

palavras percussivas

SKOWA e a MÁFIA

• Final da década de 80, precisamente 1989 o disco “La Famiglia” do grupo Skowa e a Máfia.

O grupo, idealizado pelo músico e cantor Skowa em 1987.

Pelo som, imagem, visual, estética e vários conceitos que estavam vindos na época e nele.”  Luciano Andrei (Cuica Play)

Na formação, Skowa – voz e guitarra, Bukasa Kabengele – voz, Chê Leal – voz, Kiki Vassimon – baixo, Tonho Penhasco – guitarra, Tuba – guitarra, Rogério Rochlitz – teclado, Fernando Bastos – saxofone, Liege Rava – saxofone, Monica Doria – trompete e ele James Muller – na bateria. Era o soul-funk-samba no mais puro e fino som. Sempre na minha curiosidade por quem estava atrás, na percussão. Nos timbres, detalhes, molho e brilho, era ele, o James Muller. Em 1990, o grupo lançou seu segundo álbum:

“Contraste e Movimento”

Foi um disco bem diferente do primeiro, com arranjos de samplers, programação de bateria, e percussão e bateria orgânica, tocados por James Muller. O conceito visual, estético e sonoro desse trabalho foi muito bom. Com belas releituras e samplers de clássicos de Jorge Ben Jor, além das próprias composições dos integrantes. No ano seguinte, a banda encerrou as atividades.

Clip da música “Atropelamento e Fuga” que estreiou no Fantástico.

Fontes: CV/Release – James Muller / texto: Luciano Andrei “cuíca play” / imagens: arquivo James Muller /Skowa e a Máfia/vídeos: youtube

ambulante, mino cinelu, julio gonçalvez, eduardo lyra…..

quinta-feira, 18 de março de 2010

_ “me considero antes de tudo pandeirista e, claro, um ritmista. Eu tenho ritmo, o entendo e estudo ele.” Túlio Araújo


Um primeiro bate-bola e uma breve sessão de fotos dessa entrevista com o músico Túlio Araujo se deu no estúdio:TOCA ESTÚDIO
GRAVAÇÕES E ENSAIOS

Rua Cristina, 935 / cs 01 – São Pedro/BH
Tel.: (31) 3221-5197 / 8436-7058• Túlio, quando começou seu interesse pela percussão?

Então… primeiro de tudo eu quero deixar claro que eu não sou “percussionista”. Isso é muito pesado. Ser percussionista é saber tocar literalmente TUDO. Acho que na verdade são raros os percussionistas de verdade no mundo. Eu me considero antes de tudo pandeirista e, claro, um ritmista. Eu tenho ritmo, o entendo e estudo ele.

Eu tenho um começo um pouco diferente da maioria dos brasileiros que sempre tiveram contato com música dentro de casa, com o pai, mãe, irmão e irmã. Na minha casa infelizmente nunca houve muito isso de música o tempo todo, então eu acabei crescendo sem essa “referência” musical.

Eu morei em Vitória (ES) até os 18 anos e vim pra BH depois disso, lá pra 97. Quando eu cheguei aqui e já vim de cara morar sozinho pra estudar (na época Ciência da Computação na PUC) e tal. Ficar um pouco sozinho longe dessa “não-referência” foi o que me ajudou, porque eu pude começar a ter contato com amigos na faculdade que realmente gostavam de musica e acabei começando a me interessar e dar início a esse processo que deveria ter acontecido comigo quando criança.
Como eu sempre fui um cara muito estudioso e cabeça-dura, eu me apaixonei por música muito rápido, fui descobrindo Chico Buarque, Djavan, Elis, Jair Rodrigues, Tom, Vinicius, Toquinho e essa moçada dos anos 60, 70 e 80 tudo de uma vez só… foi uma avalanche de informações. Eu saía comprando tudo, lendo tudo, ouvindo tudo. Sempre fui assim, se eu gosto de uma coisa, tenho vontade de saber absolutamente tudo dessa “coisa”.

Foi nessa época que eu comecei a freqüentar os forrós aqui de BH. No começo, como todo bom sudestino preconceituoso, eu não queria ir e tal, mas tinha um amigo meu que insistia pra ir, porque tinha muita mulher (risos). Eu só aceitava por causa disso (risos). Quando eu comecei a pegar o jeito da dança, da paquera, também comecei a prestar atenção numa coisa que o forró acabou me ensinando e direcionando toda a minha vida: o suingue que o forró tinha era algo mágico pra mim, totalmente diferente do que eu já tinha visto, ouvido ou provado.

Com o passar do tempo eu fui me interessando mais e devorando informações sobre músicas, compositores, datas, discos, fotos, causos… enfim: tudo sobre o forró. Em pouco tempo eu fui me tornando uma enciclopédia e fui passando pro próximo passo lógico que é querer fazer algo igual, querer criar algo igual, querer tocar forró.

Foi aí que comecei a colocar meu foco no Jackson do Pandeiro… ah meu velho, o cara é foda, não tem quem não se encante com a obra dele, tem?
Eu me lembro da primeira música que eu ouvi dele, assim prestando atenção mesmo aos detalhes e tal. Foi a música “Na base da chinela”. O suingue que ele botava na voz, o lance do sincopado… aquilo foi igual um tiro pra mim.

Jackson do Pandeiro – Forró em Limoeiro/Vou Gargalhar (MPB Especial 1972)

No outro dia eu comprei um pandeiro e daí não dava outra, ficava igual maluco nos forrós com o pandeirinho debaixo do braço só esperando, era o DJ tocar uma música boa e eu já pegava ele ficava tocando. Porque o forró também tinha disso, o povo que não queria dançar ou quero dar uma descansada pegava um triangulo, um gonguê, um pandeiro e ficava lá no palquinho tocando. Muito músico ai de forró de hoje em dia começou desse jeito.

Com o passar do tempo fui aprofundando nas metodologias, nas técnicas, nos tocadores e fui incorporando no meu jeito de tocar. Faço isso até hoje… esse papo que “eu já sou” ou “eu já sei” não existe, a gente ta sempre aprendendo.

• Como foi seu início, tocou (brincou) em panelas e pratos como geralmente se ouve dizer.

Foi como eu falei, eu comecei no forró mesmo. Depois de já ganhar certo “ritmo de jogo” no pandeiro e em outros instrumentos básicos do forró como o triangulo e a zabumba, eu comecei a brincar de montar trios e bandas de forró. Claro que todas deram errado (risos) mas todas me deram muitas histórias e saudades. Eu digo “dar errado” não no sentido de ter sido inútil ou de não ter ido pra frente. Algumas até foram, o Trio Classe A, que eu ajudei a fundar, existe até hoje… mas eu digo mais pela questão de ser algo que eu acabei descobrindo que não era exatamente o que eu queria. Foi apenas um bom começo. Eu sempre achei que ficar fazendo “cover” não rola. A gente pode começar assim, mas já pensando num trabalho próprio lá na frente.

• E as bandas de garagem, Passou por essa fase?

Nossa… se passei. Alem do Trio Classe A que eu falei, toquei em mais uma pancada de outras bandas, no forró mesmo. Tem uma que eu considero meio que um “marco” pra mim que foi uma banda que realmente inovou nesse meio do forró. Ela se chamava “Os Cincopados” e era formada por mim, e por mais quatro amigos… inclusive amigos esses que passaram de alguma forma pelo Samba de Luiz, que é a minha banda “principal” hoje. Essa banda chegou trazendo vários elementos novos pros forrozeiros dos “anos 2000” como o cavaquinho, violão, guitarra, pandeiro e percussão. Eu digo isso de novos pros forrozeiros dos “anos 2000” porque essa formação não tem nada de novo no forro não. A nata do forró tradicional, pé de serra, já usava isso, desde década de 40, os forrozeiros daqui do sudeste é que inventaram essa moda de achar que sabem algo de forró e achar que isso aqui que a gente ouve e dança é forró. Não é forró não, é uma mutação, uma evolução ou sei lá… pode chamar do que for, mas forró legítimo não é não. Eu respeito demais esse “forró novo”, acho que ele tem seu valor, mas o que me emociona é Gonzagão, Dominguinhos, Gordurinha, Ary Lobo, Marinês e aquela moçada que desbravou o Brasil e mostrou o nordeste pra todo mundo há tantos anos atrás, os “bambas” do nordeste.


“ _ mas o que me emociona é Gonzagão, Dominguinhos, Gordurinha, Ary Lobo, Marinês e aquela moçada que desbravou o Brasil e mostrou o nordeste pra todo mundo há tantos anos atrás, os “bambas” do nordeste.”

• Profissionalmente, começou quando?

Pois é… palavra difícil essa né: profissionalmente. Sinceramente, se for levar ao pé da letra, eu comecei profissionalmente há menos de um ano, no fim de 2009, quando resolvi largar meu emprego de mais de 12 anos em publicidade e web pra viver somente do que eu ganho com música. Não adianta falar que eu já toco em bandas há mais de 10, eu tinha meu emprego que me dava grana.

Te conheci já no “Samba de Luiz”, qual é a proposta da banda? Vejo uma carreira já construída em pouco tempo, é isso mesmo?

Isso mesmo, nos conhecemos através da moçada do Black Sonora. Você tava tocando com eles e o Yuga nos apresentou. Nessa época eu já tinha o Samba de Luiz.Realmente é uma banda que já trilha caminhos próprios e caminhos maduros. Temos agora uma produtora que investe na gente, projetos de lei aprovados, muitos planos, dois CDs lançados, um DVD, já estamos preparando o próximo CD… enfim, é um trabalho que dificilmente irá se acabar por briguinhas ou essas coisas chatas de começo de banda. Já pode ser considerado um trabalho sólido e que nos dará um futuro brilhante.
Como eu disse o Samba de Luiz foi formado com a galera do forró, que tocava comigo e com o Alysson, nos Cincopados. A gente queria algo mais, não queríamos só tocar forró, ai tivemos a brilhante idéia de levar essa “nordestinidade” no nosso som e nossa formação musical pro resto das “tribos”.
Por obra do acaso acabou que inicialmente a gente resolveu misturar com o samba, mas poderia ter sido com o funk, com o soul, com o jazz… tanto faz, foi um mero acaso.

Hoje o nome, que foi dado por brincadeira mesmo porque a gente só sabia tocar musica do Luiz Gonzaga,até que nos “prende” um pouco nessa coisa de todo mundo achar que somos banda de samba, mas aos poucos a gente mostra nos shows e nas nossas composições que estamos alem disso. O lance MESMO da banda é nunca perder essa pegada nordestina, que vem da nossa origem no forró.

Clipe caseiro da música “Volante” (Túlio Araújo e Alysson dSousa), da banda mineira Samba de Luiz. Gravado em março de 2010 no Estúdio Toca, em Belo Horizonte – MG.

Musica: Volante / Artista: Samba de Luiz / Autor: Túlio Araújo e Alysson dSouza / Ano: 2010

Músicos:
Voz:Alysson dSousa/Pandeiro:Tuia do Pandeiro/Percussão:Fredinho
Guitarra:Samy Erick/Bateria:Samyr/Contrabaixo:Gilles
Estúdio Toca-Belo HorizonteMG

http://sambadeluiz.com.br/

Gostaria que falasse do projeto “Túlio Araújo e Projeto Dobradura” o que é? Um projeto seu, em parceria com outros músicos?


Em 2007 eu botei na minha cabeça que não adianta eu ficar estudando conga, timbales, bateria, alfaia, tambor de crioula, timba, latin-drum e por aí vai, sem focar em alguma coisa em que eu possa ser chamado de “especialista”. A partir daí eu comecei a “comer” pandeiro (risos). Tudo que é método, partitura, jeito de tocar, eu saí destrinchando e estudando. Estudando mesmo, tipo 5 horas por dia, foi nessa época que comecei a pensar em largar meu emprego pra viver de música.

Agora em 2009, comecei a manter um contato maior com três caras muito feras dessa praia do pandeiro, que são: Bernardo Aguiar, Scott Feiner e, claro, o Marcos Suzano.
A técnica do Suzano realmente é inovadora e abre um caminho na sua cabeça que se torna viciante, você não tem vontade de parar de experimentar. Hoje em dia eu ouço um groove de bateria, gravo na cabeça e corro pra casa pra transpor ele pro pandeiro. Basicamente essa é a revolução da técnica dele, o lance de inverter a “tocada” tradicional e começar com a ponta do dedo muda tudo.

A partir dessa liberdade que eu fui conquistando, proporcionalmente foi me dando uma segurança de começar a mostrar um pouco do que eu tenho guardado na cabeça, escolhendo musicas diferentes pra tocar, compondo algumas coisas… enfim, criei coragem pra mostrar o meu trampo. De cara eu já chamei o Samy Erick, que toca guitarra comigo no Samba de Luiz, porque além d’ele ser um puta instrumentista, ele sacou também o que eu queria, respeitou meu trabalho.
A idéia é basicamente eu mostrar o meu lado mais individual de várias formas: produzindo, arranjando, compondo e solando.
Eu sempre quis tocar um jazz meio “fusion”, uma coisa mais experimental, e quando ouvi o ultimo disco do Scott Feiner – “Dois mundos”que foi indicado pro Grammy, eu tive a certeza do que eu queria fazer: era aquela pegada, mas com algumas modificações, incrementando a minha eterna escola “nordestina”. Dessa brincadeira já estão surgindo frutos realmente maduros. Já estou com a gravação do meu primeiro EP agendando para maio com uma galera da pesada: Daniela Ramos, Kiko Klaus, Antônio Loureiro, Rafa Martini, Sérgio Danilo e mais um pancada de gente que comprou a idéia e ta afim de me ajudar.

Túlio Araújo e o Projeto Dobradura

http://www.overmundo.com.br/banco/tulio-araujo-e-o-projeto-dobradura

• O que seria “dobradura”?

Nas partituras de pandeiro quando você dobra o ritmo, tipo, ta tocando em colcheia e sobe pra semicolcheia, isso é chamado de “dobradura”. Essa idéia de ter mais de um tempo, onde normalmente estaria um só. Acho esse conceito interessante, de ser um, mas ao mesmo tempo ser mais. Deu pra entender? (risos)

• Pandeiro: couro ou nylon?


Se a pergunta é “Qual eu prefiro?” eu responderia couro, sem duvidas. O que me atrai são os graves, trabalhar com a pressão dos graves. Mas como bom estudioso não posso ter preconceitos, eu toco nylon também, minha iniciação foi no nylon. Alias, eu tenho o pulso solto por causa desses pandeiros de nylon absurdamente pesados, tive que ralar muito (risos).

• Suas influências musicais percussivas, quem são?

Cara, eu não tenho isso de a influência ser percussiva ou melódica. Minha cabeça processa tudo de uma forma só, eu ouço a musica. Se eu pudesse representar em um só nome tudo que eu aprendi, tudo que eu respeito, tudo que sou grato no meio musical, esse nome seria Luiz Gonzaga.
Qualquer nome que vem depois disso é conseqüência da minha inquietação. Mas Dominguinhos é um mestre também, não tem como negar… ele é FODA!

• E o pandeiro, o que lhe representa no cenário musical-percussivo?

A melhor definição pro pandeiro é “bateria de bolso”. Eu mostro sempre pros meus alunos que o pandeiro não é feito pro samba, ou feito pro forró, ou feito pra algum tipo de segmento musical, ele é feito pra tudo, literalmente tudo. Nele você tira graves, médios e agudos… ta aí a resposta, o espectro completo do que nós conhecemos hoje como “som” ta lá. Se o cara tiver paciência e for dedicado ele fica fera de verdade, mas é um instrumento dos mais difíceis de aprender, isso eu reconheço. Achar um pandeirista realmente bom, que tem suingue na mão é muito difícil.

• O que os músicos Marcos Suzano, Bernardo Aguiar, Scott Finer, Jorginho do Pandeiro e Sérgio Kracowski representam pra você? Fale de cada um deles?

Afff Maria… essa é difícil hein. Vou tentar ser bem resumido:

Marcos Suzano É o cara , literalmente. Ele é a ponte do velho com o novo, do clássico com o moderno, contemporâneo. Ele simplesmente criou uma forma de tocar que todo mundo quer saber e aprender. E quando você aprende, descobre que além de ser uma forma incrível de se tocar, ela usa os próprios erros eventuais que você irá cometer, ao seu favor. Essa liberdade de criação não tem preço.

Bernardo Aguiar


É a promessa. Ele já pegou o que o Suzano ensinou pra ele e aperfeiçoou mais ainda, foi além, rompeu os limites. O muleque é sinistro, frenético, é craque em todos os quesitos: ritmo, técnica, velocidade e dinâmica. Quer mais o que?
http://www.myspace.com/bernardoaguiar

Scott Feiner
É um gênio. Deu uma nova cara, forma e direção pro pandeiro do próprio Suzano. Por ele ser americano e guitarrista, mostrou uma nova forma, não de se tocar, mas de se interpretar o pandeiro. Esse lance de pandeiro-jazz dele ninguém faz melhor que ele, ele é de NY, como você vai querer tocar jazz melhor que ele? Não tem como.

Jorginho do Pandeiro

O Jorginho está para o pandeiro assim como Luiz Gonzaga está para o baião. Ele foi o criador de tudo. Se existe alguém que começou a impor mais respeito no pandeiro, mostrando que não só de samba ele é feito, esse alguém foi o Jorginho. É da velha guarda, mas toca muuuuiiiiittooo, se vc se meter a se mostrar perto dele, vai tomar uma lição que você nunca mais vai esquecer (risos).

Sérgio Krakowski

É o cientista do pandeiro, né. Ele tem um projeto de misturar pandeiro com funk carioca que é inovador e muito massa de se ver. Alem de tocar pra caramba ele manja muito de efeitos, loops e delays e desenvolveu um sistema que identifica uma determinada célula pra iniciar ou parar um loop. Acho que ele ainda vai aparecer com mais um monte de coisa muito legal pra gente ver, ele só ta no começo dessa odisséia.
http://www.myspace.com/sergiokrakowski

• Atualmente, ou pós Carlinhos Brown, se questionou muito que e como era um percussionista, sabendo que até a década de 80, os “percussionistas” eram considerados “ritmistas” o que tem a dizer sobre isso?

Então… eu falei isso no comecinho da entrevista. Eu sou mais desse “velho pensamento” de que percussionista é algo muito pesado. Se você for olhar no dicionário, percussionista é aquele que domina a técnica de todos os instrumentos percussivos. Não tem como isso ser verdade. É complicado demais. Eu prefiro me manter na minha insignificância de pandeirista e talvez ritmista.

• Você ministra aulas em BH?

Sim, claro. Depois que eu larguei meu emprego tive que me organizar para dar aulas. No começo foi difícil, me achava indigno de dar aulas, achava que não ia conseguir ensinar. Depois que vc vai pegando o jeito que descobre que você mais aprende do que ensina (risos). Como eu sou muito organizado, gosto de tudo anotado, etc, acho que os alunos acabam gostando. Mas eu deixo muito claro que minhas aulas não são para aprender a tocar samba ou forró ou xaxado ou, sei lá, polca… não é isso. Minha aula é de pandeiro, desde como construir um até as formas diversas de se tocar. Ajudo o aluno a descobrir o seu jeito de tocar.

Vídeo aula com Túlio Araújo, percussionista e pandeirista de Belo Horizonte – MG.

http://www.tulioaraujo.com.br/

. Como considera o cenário percussivo mineiro, existe?
Acho que não existe cenário. Existem sim grandes percussionistas, mas cenário não existe. Infelizmente os músicos mineiros ainda tratam o percussionista como um acompanhador, do tipo “bate esse treco ai e vê se não atrapalha a musica”. É foda…

Túlio Araújo
Groove-Jazz-Experimental
contato@tulioaraujo.com.br
http://www.tulioaraujo.com.br
(31) 2552-1178 ou 9898-2459

Túlio Araújo na web:

Twitter – http://www.twitter.com/mtaraujo

Myspace – http://www.myspace.com/marcotulioaraujo

Youtube – http://www.youtube.com/user/mtaraujo

Flickr – http://www.flickr.com/photos/mtaraujo

Fontes: Arquivo – Túlio Araújo/Samba de Luiz / Entrevista: por Luciano Andrei / Fotos: Alysson Bruno/Luciano Andrei/Tarley McCartiney/Tiago Lima

domingo, 7 de março de 2010

O Mago, um príncipe. Moderno sempre e elegante, transcende e acende…

James Muller

Bom, a mãe-áfrica plantou e os frutos são colhidos, salve, salve. E agora chegou a hora de falar dele. Mostrei e convidei o James pra participar do blog, entrar pra uma galeria virtual, mas que na verdade ele é muito maior do que algumas fotos e palavras possam definir. O que James representa a musica brasileira e a percussão, é indescritível. Ver James muller estar no som e imprimi- los é magnético. Salve, salve James Mu… que mandou um lindo material e ainda um recado…

Hey Luciano

Tudo bem?

Como já te falei, é uma honra participar do seu blog. Estou te mandando um CV em anexo e alguns projetos que estou me dedicando atualmente.

Estou trabalhando bastante com shows, Live acts com Djs, gravações de discos e publicidade e produção de um CD de uma nova cantora aqui em SP. Esses projetos misturam, musica latina, várias vertentes da musica eletrônica, Funk, Ska, Afro Beat, Funk, Samba, música cigana do Leste Europeu, Jazz, Folk, Rock enfim, varias vertentes da musica e seus rítmos.


O início

uma foto minha bem no início tocando bateria no Avenida Club, também com o Heartbreakers


O baterista, percussionista, cantor, compositor e produtor brasileiro nasceu dia 26 de junho 1965 em São Paulo onde iniciou sua carreira musical aos nove anos de idade. Ele integrou a escola FAP Arte aonde teve aulas com Mestre Dinho, a Escola Municipal de Musica, a Fundação das Artes de São Caetano do Sul e teve aulas particulares com José Eduardo Nazário, Silvano Michelino e Paraná. Participou em festivais como “Free jazz Festival”, “Tim Festival”, “Montreux Jazz” na Sala Stravinsky (32° e 35° edições), “Festival Internacional de Jazz de Montreal”, “Midem” em Cannes, “Festival Internacional de La Guitarre” na Corsica, turnês e programas de TV em 17 Países do mundo como: Alemanha, França, Itália, Estados Unidos, México, Cuba, Espanha entre outros.

Parte da trajetória

• Final da década de 80, precisamente 1989 o disco “La Famiglia”
Chegava a minhas mãos. Pelo som, imagem, visual, estética e vários conceitos que estavam vindos na época e nele. Era o grupo Skowa e a Máfia. O grupo, idealizado pelo músico e cantor Skowa em 1987. Na formação, Skowa – voz e guitarra, Bukasa Kabengele – voz, Chê Leal – voz, Kiki Vassimon – baixo, Tonho Penhasco – guitarra, Tuba – guitarra, Rogério Rochlitz – teclado, Fernando Bastos – saxofone, Liege Rava – saxofone, Monica Doria – trompete e ele James Muller – na bateria. Era o soul-funk-samba no mais puro e fino som. Sempre na minha curiosidade por quem estava atrás, na percussão. Nos timbres, detalhes, molho e brilho, era ele, o James Muller. Em 1990, o grupo lançou seu segundo álbum:

“Contraste e Movimento”

Foi um disco bem diferente do primeiro, com arranjos de samplers, programação de bateria, e percussão e bateria orgânica, tocados por James Muller. O conceito visual, estético e sonoro desse trabalho foi muito bom. Com belas releituras e samplers de clássicos de Jorge Ben Jor, além das próprias composições dos integrantes. No ano seguinte, a banda encerrou as atividades.


Heartbreakers

Ainda nesse tempo, por volta de 1987… quase ao “mesmo tempo, agora”… outra banda enchia meus olhos e ouvidos, esta, liderada pelo músico e Guga Stroeter.
A orquestra Heartbreakers, onde o percussionista James Muller participou também tocando

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